Depois de várias horas a aprender com a Pri, o Gala já não era o mesmo.
Tinha descoberto que o corpo também podia falar, que cada movimento podia ter uma emoção escondida — e que, às vezes, bastava respirar fundo para o coração dançar por dentro.
Quando o sol começou a descer sobre Coimbra, a Pri aproximou-se e pousou uma mão leve no ombro dele.
— Agora, Gala, a tua viagem continua. Tens muito mais para conhecer e sentir.
— Para onde devo ir? — perguntou ele, com os olhos cheios de curiosidade.
— Segue para o norte. Lá, vais encontrar outra Latituniense… alguém que te mostrará a força das emoções humanas. Chama-se Rebela. Ela vive no Porto, onde o rio encontra o mar.

O Gala sorriu, com o coração cheio de gratidão e o peito ainda quente de emoção.
Despediu-se com um abraço — o seu primeiro abraço humano — e sentiu de novo aquele aperto no peito, mas desta vez sabia o nome: saudade.
Momentos depois, já segurava o bilhete na estação.
O comboio anunciava: Próxima paragem — Porto!
E, com um último aceno a Coimbra, o Gala partiu, pronto para mais uma descoberta sobre o planeta dos humanos e o poder das emoções.
